segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

BIRTHDAY PARTAYYYY - Festa do Frozen da Sarah + Entrevista de Aniversário (VIDEO)


Semanas (ou devo dizer meses?) antes do aniversário da Sarah, ela já vinha toda animada descrevendo como seria a festinha dela.

Frozen.
Bolo azul da Elsa.
Vestido da Elsa.
Brigadeiro.
Dance Party.
Ingrid.
Sofia.
Lila.
Manuela.
Zion.
Elsa.
...praticamente todas as princesas de Arandelle estavam convidadas e foi por isso que este ano resolvi fazer uma festinha estilo "playdate", mais focado nas crianças do que nos adultos =P Já que seria uma festinha menor do que estou acostumada a organizar, resolvi (por bênção ou maldição) fazer tudo sozinha e tudo bem caprichadinho.

Pra variar, na mesma semana do niver da Sarah (que foi na quarta passada, dia 20--a festinha foi no sábado), o Diogo pegou virose e ficou 3 DIAS de cama (super incomum vindo dele). Basta dizer que foi uma das semanas mais cheias e malucas que tive faz muuuito tempo. Inventei de gravar 3 vídeos inéditos pro meu canal do Youtube, Foto Dicas, gravar uma entrevista de aniversário com a Sarah, editar tais videos, faxinar a casa (que estava precisando urgente de carinho), cuidar de enfermos, fazer massa de pão de queijo (pra festinha e pra-todo-mundo-porque-a-gente-aqui-não-vive-sem-e-quando-tem-acaba-rápido-demais) e no meio de tudo isso aprender a trabahar com pasta americana pra decorar o bolo azul da Sarah a tempo e a rigor pra festinha.

Pra quem ainda não assistiu, aqui está a entrevista que gravei com a Sarah. Pretendo entrevistar minhas meninas todos os anos no seu aniversário pra registrar o crescimento ano após ano. Depois do sucesso que fez no Facebook (postei originalmente no Vimeo), resolvi fazer umas mudanças na versão final e coloquei a versão nova no meu canal pessoal do Youtube.


Assei o bolo na quarta, aniversário da Sarah. Aproveitei e fiz a pasta americana e tingi eu mesma de azul (o que significou hoooras trabalhando a pasta pra cor ficar homogênea e no tom forte que eu queria). A Nat veio me ajudar na sexta e foi uma grande ajuda, enrolando os brigadeiros e me emprestando um pouco de sanidade.

Pra decoração, as únicas coisas que comprei foram balões brancos e uns coloridos do Frozen, streamers (fita de papel crepom) e guardanapos do Frozen (que no fim nem deram falta no efeito=P). Consegui aproveitar todo o resto da decoração com coisas que eu já tinha aqui em casa:


-A saia da mesa fiz com uma saia de tulle branca que eu mesma fiz pra sessões de foto.

-A "saia" do bolo, o tulle azul, é a mesma história.

-A letra S eu tenho desde que a Sarah nasceu e já usei na festinha de 1 ano dela, com as outras letras do nome dela.
-As plantinhas falsas e velas falsas são parte da decoração aqui de casa.
-A mesa branca é a mesa de jantar do apt dos meus sogros aqui do lado. ;)

Pro bolo, resolvi fazer ele parte central da decoração: comprei um isopor cilíndrico pra ser a camada de bolo falsa de baixo e só a parte de cima é bolo de verdade. Assim como na festinha da Sarah e da Vivian do ano passado, que fizemos em Barro Preto , fiz um bolo de pão-de-mel (receita no livro de receitas que ajudei a produzir com minha sogra, Alessandra) pra quebrar o doce do recheio (ganache) e do fondant. Mais uma vez, foi um sucesso! (Obrigada pela dica e inspiração, sogrinha!)

Gosto de usar essas festinhas que organizo como oportunidades pra aprender coisas diferentes. Por isso que tomei o desafio, por exemplo, do bolo com pasta americana. 

Para aprender como trabalhar com pasta americana, achei esse cursinho grátis online, Craftsy, que foi suuuper útil pra me instruir passo a passo como trabalhar e decorar um bolo com pasta americana. Tive que abrir a massa umas 6 vezes até eu me dar por vencida e aceitar que teria que esconder o lado feio (rasgado) do bolo na hora da foto, hahaha. Peguei um cookie cutter em formato de floco de neve emprestado da minha vizinha e deu super efeito no topo do bolo! E pra esconder a base amadora, fiz "bolinhas de neve" contornando toda a base do topo do bolo. Pra primeira vez, nada mal, né? 

Visualmente, na hora de estilizar a mesa, elevei os brigadeiros e a tortinha de frango (receita "Torta de Atum de Liquidificador da Vizinha" do livro de receitas--fiz com frango desfiado ao invés de atum e ficou super saboroso). 


Preenchi o resto da mesa com o tulle azul (saia que fiz pra Sarah) e mini-marshmallows e cenourinhas, pra seguir com o tema da festa. Servi limonada e água ("melted snow") e todo mundo gostou do toque especial do tag que escrevi. ;)


De atividades tivemos o seguinte:
-Amarelinha do Frozen
-Jogo "Ponha o nariz no Olaf". A Elisa me quebrou o galho e desenhou o Olaf pra mim na cartolina, com a ajuda do projetor que ela tem em casa; eu cortei "cenouras" de pvc que tinha aqui em casa). Esse jogo foi super bonitinho de ver as meninas participando! No final da festa (e durante a semana inteira) me sentia que nem o Olaf sem nariz! =P



-Dance Party ("patrocinado" pela rádio Pandora e nosso querido Braven speaker =P). Na hora da dança, a Sarah estava meio pra baixo e só aceitava dançar no meu colo. Foi quando finalmente perguntei o que estava errado e ela reclamou de dor de barriga e de acordo com ela foi porque ela tinha comido "carrots" =P No fim, não foi a cenourinha que comeu, mas sim um pouco da doença que tava flutuando ainda por aqui essa semana. =/


-FACE PAINTING! Contratei minha amiga, Jen Pino, da Jelly Magic Brush, que é excelente nisso. Fiquei super impressionada que ela trouxe tudo o que precisava, inclusive um painel com todos os estilos de coroa de princesa que ela podia fazer, o que ajudou as meninas a cada uma escolher o estilo específico que queria. Foi o maior sucesso! Essa foi a única coisa que eu contratei de fora, porque eu sei que a Sarah adora pintar o rosto e queria prover essa experiência pra ela e pras meninas. Valeu super à pena e super recomendo o trabalho dela!

Por fim, gostaria de agradecer a todas as amiguinhas e mamães e princesas (titia Nat!) que vieram. A Sarah ainda fica animada em lembrar de seu aniversário ("foi mu-legal meu sá-io!"). 












terça-feira, 6 de outubro de 2015

Baby Bia Nasceu! =D (Meu parto humanizado)


Dia 30 de setembro de 2015, nossa segunda filhota e mais uma alegria em nossas vidas, nossa Baby Bia, como a chamamos carinhosamente, nasceu! Pesando 3,912 kg e medindo 53 cm, é pura bochecha, tem um super papo e é a cara da Sarah.

Tenho tantas amigas interessadas em saber como foi minha experiência do parto natural no birth center, ou casa de parto, que vou contar tudo em detalhes aqui. Pra facilitar vou dividir os assuntos por seção pra vcs lerem sobre a parte que lhes interessar: 

-Minha decisão de ter um parto natural
-Birth Center (casa de parto) VS Hospital
-Médico Obstetra (OBGYN) VS Parteira (Midwife)
-Preparação para o parto natural
-O dia do parto. Ou: "Como perder 4kg em 2 horas" xD

IMPORTANTE: Quero que saibam que neste post vou contar desde minha mudança de decisão sobre como queria meu parto, mas que desde sempre minha opinião sobre este assunto (que tende a elevar sentimentos variados de pessoa pra pessoa) nunca mudou: cada mulher deve ter o direito de escolher como dar à luz e no fim, aceitar sua experiência como única e especial. Dar à luz é trazer mais uma vida ao mundo e não há nada mais sagrado e especial. Quer seja cesárea, parto induzido, na água ou nas nuvens, toda mulher merece esse direito e com isso vem a responsabilidade de se informar. Tampouco quero fazer soar que uma opção é melhor que a outra, pois afinal, cada parto é diferente e cada mulher é diferente.
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Minha decisão de ter um parto natural

Primeira gravidez, pouco antes da indução
Só pra esclarecer, com a Sarah eu estava com 40 semanas e 6 dias quando fui induzida no hospital. A verdade é que comentei que adoraria não ter que esperar maaais um dia pra indução (que aconteceria no dia seguinte, pois aqui nos EUA com 41 semanas os médicos tendem a induzir os partos pro bebê não ficar overdue). Quando a enfermeira que checava o batimento cardíaco da Sarah escutou meu desejo, ela o realizou: encontrou uma desculpa qualquer pra dizer que o neném estava in distress e que era desculpa o suficiente pra induzir ali mesmo. Foi o que aconteceu e na medida certa, pois como primeira gravidez eu estava apavorada de sentir dor. Aceitei a peridural numa boa e me senti como rainha no hospital: cheio de gente em volta de mim, torcendo pra eu empurrar e celebrando que a Sarah nasceu saudável e que eu fizera um ótimo trabalho. No fim das contas, Diogo, como bom economista se precipitou no comentário que seu respeito por mim tinha crescido 30% depois daquela experiência. Podem crer que isto não me agradou e até hoje ele se arrepende do comentário quantitativo, hahaha.

Primeira gravidez: Sarah nasceu com pouco suor de minha parte
Tendo tido uma relativamente boa experiência no hospital com o parto da Sarah, a princípio eu previa a mesma coisa pra esta gravidez. Foi quando no fim do meu primeiro trimestre conheci a Thais Mendes, brasileira, na minha aula de pilates. Ela estava grávida de 31 semanas na época e quando perguntei sobre em qual hospital ela teria o neném e qual o sexo, pra minha surpresa ela respondeu: "Vou ter em casa e só vamos descobrir o sexo quando nascer!" o.o 

Lembro que essa conversa me marcou porque foi quando eu explicitamente falei que eu nunca conseguiria ter aquela coragem mas que estaria torcendo por ela e sua decisão. Quem dera eu soubesse que um mês depois eu estaria mudando completamente de ideia.

Bastou essa conversa com a Thais e observar mais 3 amigas tendo seus nenéns naturalmente (duas em casa, uma no improviso no hospital), decidi que se elas conseguiram, eu também conseguiria.

Foi aí que comecei a pesquisar mais sobre o assunto e depois de assistir o documentário "The Business of Being Born" (assista aqui no Youtube), recomendado pela minha cunhada Nat, que me convenci dos benefícios de um parto natural e sem intervenções hospitalares. 

Birth Center (Casa de Parto) VS Hospital


Tendo decidido por mim mesma a rota natural, restava converter o Diogo. A primeira vez que mencionei da ideia pra ele a conversa não rendeu muito. Informação demais pra processar, mas bastaram algumas semanas trazendo o assunto à tona aqui e ali que a ideia foi sendo aceitada de coração. Mas devo dizer que desde o início ele ressaltou que embora ele precisaria de tempo pra acostumar com a ideia, que ele sabia que no fim a decisão final era minha, pois eu é quem estava carregando a criança. Nada mais justo. :)

Nesse meio tempo, descobri sobre a existência de casas de parto, que são basicamente clínicas de maternidade e pré-natal onde as parteiras, ou midwives, atuam e na hora do parto o lugar tem um ar de casa que serve de alternativa pra quem não quer ter filho no hospital e nem em casa.

Apesar de eu não ter nada contra hospitais, eu sabia que este não seria o lugar que eu queria ter a Bia, pois corria mais chances de intervenções e de eu mesma desistir no meio do caminho e acabar pedindo anestesia. Também sabia que ter a neném em casa seria uma opção drástica demais pra conseguir convencer meu círculo de apoio do assunto e depois de descobrir que o seguro não cobriria um parto em casa deliberado, desisti da ideia. Restou o birth center e foi um ótimo meio termo.

Médico Obstetra (OBGYN) VS Parteira (Midwife)

Hannah, minha parteira maravilhosa

Também me dei conta que se eu quisesse um apoio maior ao parto natural, eu deveria ir com parteiras ao invés de meu obstetra que no dia que lhe comentei disso (do parto natural), entrou na defensiva e falou que "going natural boils down to being able to relax in the midst of excrutiating pain". Depois dessa descrição pessimista acerca das dores do parto (que a dor do parto é a dor mais excruciante que sentiria na vida), me convenci que, apesar de ótimo médico do ramo tradicional, ele não seria quem estaria me apoiando durante um parto natural. Mudei para parteiras e nunca mais voltei atrás.

Antes disso, na minha cabeça, a opção de ir com parteira era pra quem (1) era hippie e natureba e/ou (2) preferia esta opção mais barata. Mas na verdade, o que descobri por experiência própria é que as midwives focam muito mais na saúde global da mãe do que qualquer obstetra. Focam na alimentação e nutrição, exercício, saúde mental e em métodos mais naturais para se prevenir quaisquer problemas, desde pré-eclampsia até azia. Por exemplo, quando reclamei de azia pro meu OBGYN, ele me receitou remédios como Tums pra tratar os sintomas. Mas quando reclamei de azia pra minha midwife, ela me recomendou evitar líquidos durante as refeições entre outras coisas pra prevenir o problema.

Além disso, eu sempre senti que eu estava no controle com as parteiras, pois eu mesma testava minha urina, tirava minha pressão, me pesava e isso tudo me deu o conhecimento básico para eu mesma avaliar minha saúde e a do bebê ao invés de ter que ficar me perguntando se meu exame de urina no consultório do OBGYN dava em qualquer coisa pois NUNCA mencionaram qualquer coisa dos resultados.

Basta dizer que me senti muito mais gente com as parteiras que me atenderam (até chegaram a pessoalmente me ligar para fazer recomendações extras depois de uma consulta) do que me senti com meu OBGYN que me atendia por 5 minutos e superficialmente perguntava se eu tinha qualquer dúvida. (Eu contei que no parto da Sarah, eu não havia nem sido instruída COMO contatar meu médico quando entrasse em trabalho de parto, enquanto com a parteira eu tinha o celular dela e pude enviar mensagens de texto, fotos, ligar, etc na hora da comunicação!)

Tenho confiança no meu obstetra e este seguirá sendo o pediatra das nossas filhas, mas sabia que como o profissional encarregado do parto, não seria desta vez, pois parto natural não é sua especialidade.

Preparação para o parto natural


Assim como um se prepara física e mentalmente para uma maratona, eu tratei o parto como um evento olímpico que pedia preparação. Aqui vão as coisas que fiz para me preparar, com notas sobre o que mais ajudou na hora "agá":

  1. Pesquisei métodos de parto natural (tipo o famoso método Lamaze) e me foram recomendados dois: Hypnobabies e Bradley Method. Hypnobabies trata de a mãe usar hipnose para se concentrar durante o parto e relaxar sua mente e corpo durante o nascimento para controlar e amenizar a dor do parto (assim como tem gente que tem alergia a anestésicos e na hora de uma cirurgia grande usam de hipnose como "anestesia"). Bradley Method, no fim, foi o que escolhi, pois foca em ter um coach (geralmente o pai) que ajuda a mãe no que ela precisar para relaxar durante o parto de permitir que o corpo dela faça o necessário, eliminando assim, tensões desnecessárias que podem interferir na eficácia das contrações. Foi uma ótima maneira de incluir o Diogo na preparação pra chegada da nossa neném e fazê-lo se sentir útil na hora do parto.
  2. Entre os exercícios principais recomendados para grávidas estão: perna de índio, agachamento, sentar retinha na cadeira (e evitar assim que o neném esteja na posição posterior que causa mais dificuldade na hora de passar pela pelvis e canal vaginal), os ma-ra-vi-lho-sos Kegels, entre outras coisas. Qualquer momento do meu dia que eu encontrava pra fazer estas coisas eu aproveitava e fazia (agachava para juntar os brinquedos da Sarah, fazia "pelvic presses" ao lado da cama dela enquanto cantava músicas de ninar antes dela dormir, fazia meus kegels no trânsito, etc).
  3. Kegels: estes merecem outra menção. Posso dizer com confiança que estes exercícios que TODA MULHER devia fazer DIARIAMENTE (benefīcios vão muuuuito além do parto), foram o que levei mais à sério. Existem 3 graus de "dificuldade" e é o tipo de coisa que pode se fazer em qualquer lugar e qualquer hora pois ninguém além de você mesma estará a par. Eles ajudaram a tonificar o canal vaginal o que na hora do parto facilitou a passagem do bebê e nem senti queimação nenhuma durante o coroamento. Também tenho confiança que ajudará na recuperação ali embaixo, pois como qualquer músculo que é preparado para qualquer esporte e ajuda na performance, os músculos Kegel seguem o mesmo princípio. Interessante é que antes do parto eu estava super em forma e "em dia" com meus Kegels. Agora que estou recuperando do parto sinto que enfraqueceram muuuito e por isso voltei com os exercícios mais simples pra tonificar tudo de novo. Imagino que esta recuperação vai ser bem mais rápida que a que tive com a Sarah por causa disso.
  4. Alimentação: muita proteína, líquido e uma dieta balanceada com vegetais, óleos saudáveis, probióticos, vitamina C, cálcio e magnésio foram a base da minha nutrição durante a gravidez. Isto significou um esforço mais consciente em ingerir mais proteína (amo meus carboidratos =P), sucos verdes e saladas (adoro mas não costumo fazer com frequência) e suplementos (óleo de peixe, magnésio e as vitaminas pré-natais).
  5. Chá de folha de raspberry: ajuda a tonificar o útero. Adoro um chazinho então dei nele!
  6. Suplementos "Deliverease - 5 Week Plan": me foi recomendado tomar este suplemento natural que ajuda na elasticidade dos músculos na área perineal e incentiva o útero a contrair. É tomado nas últimas 5 semanas de gravidez, por isso o nome.
  7. Chiroprata: algo essencial pra mim, que sou torta, tenho má postura e sou sedentária, foi me ajustar para assim não ter a pélvis entortada na hora do neném sair e isso entalar a cabeça da criança. Essa foi uma das únicas coisas de preparação pro parto da Sarah e como primeiro parto (que costuma demorar mais) ele foi até que bem rápido, pois ela não ficou entalada na hora de sair e daí felizmente por isso ninguém veio me dizer que "meu bebê não vai passar nunca porque minha pélvis é pequena". Esta condição rara costuma ser diagnosticada com mais frequência que devia, de acordo com estudos e estatísticas. 
  8. Plano de parto: Pra quem não sabe, um plano de parto é simplesmente uma folha de papel com uma listinha das coisas que você deseja para o parto. Pode incluir de tudo, desde quem vai estar presente até quais as intervenções você quer ou não quer; quem vai cortar o cordão umbilical, sua escolha de amamentação, etc. Decidi escrever o meu desta vez e apesar de na hora nem termos tido a versão final impressa (=P), foi um ótimo exercício para definir tudo sobre meu parto e para educar o Diogo e outros envolvidos sobre o que haveria de acontecer.
  9. Visualização mental: "Mamãe vai abrir e a Bia vai descer", foi o que repeti diversas vezes pra Bia durante a gravidez. E acredite se quiser, estudar mais sobre o que acontece com o útero e o bebê durante o momento do parto fez TODA a diferença: pude aceitar o desconforto do parto como sendo algo totalmente benigno e não como uma dor maligna que deve ser detida. Essa visualização do útero flexionando como músculo e a cervix abrindo passagem para o bebê como uma gola alta de camisa me ajudaram a lidar com o desconforto sabendo que quanto maior o tal, mais perto eu estava de ver o rostinho da minha neném. Para minha surpresa (sim, fiquei surpresa com isso), toda vez que pensava no "Mamãe vai abrir, Bia vai descer" minha cólica ficava mais "quentinha" e mais fácil de lidar. Também tinha ondas como minha visualização para me guiar durante as contrações. Ou eu pegava a onda, ou eu deixava ela me engolir.
  10. Educação sobre meu corpo e o parto em si: parece meio óbvio que quando uma mulher engravida esta vai buscar informação sobre a gravidez, parto e maternidade. A triste verdade (e isso porque sou culpada!) é que quando a gente engravida pela primeira vez é tanta informação e palpite sendo jogado pra cima de ti e são tantas emoções que o mero pensamento de "um dia esse neném vai ter que SAIR e como isso será possível" assusta qualquer um. Na minha primeira gravidez (com a Sarah) eu me preparei mais pra maternidade do que pro momento do parto, afinal, meu pensamento era que já que eu queria anestesia eu consequentemente não teria que me preocupar com dor (e nunca me passou na mente como preparar meu corpo PRO MOMENTO do parto). Nesta segunda rodada, com a Bia na barriga, foi o contrário: li sobre o que acontece com o corpo da mulher, com o bebê, qual o papel do útero, da cervix, quais os estágios do parto e como reconhecê-los...tudo isso porque do que adianta eu fazer exercício se na hora agá eu não tenho nem entendimento de que quanto mais eu deixar o útero trabalhar direito (sem lutar contra as contrações) mais eficiente vai ser o parto? Esta educação extra que ninguém me recomendou fez toda a diferença: passei a entender o que aconteceria com meu corpo e assim pude preparar especificamente para isso. Pra quem estiver interessado nos livros que li, foram: "Natural Childbirth the Bradley Way" (mesmo pra quem não se interessa pelo método, o material sobre o parto em si e as ilustrações foram suficientes pra me fazer chorar de emoção ao imaginar meu neném e eu ali--e tem a melhor instrução sobre o porquê de fazer Kegels pro resto da vida e como fazê-los) e "Ina May's Guide to Childbirth" (este me foi dado pela própria midwife e contém dezenas de histórias de sucesso de partos naturais e informação preciosíssima vindo diretamente da parteira mais respeitada do mundo, Ina May).
    "Don't think of it as PAIN... Think of it as an INTERESTING SENSATION that requires ALL your attention." Ina May
  11. Energia Positiva: sabendo que falar de parto humanizado é uma guerra sem fim, com opiniões fortes pros dois (ou mais) lados, tentei me rodear de gente que me apoiaria na minha decisão. Infelizmente isso me forçou a ficar quieta quando era só disso que eu queria falar (ninguém merece isso também, né!) e de evitar o assunto em volta de quem não demonstrava respeito ou apoio. Me rodeei, então, de histórias de sucesso ao invés de focar nas histórias de terror. E como foi uma mudança de paradigma pra mim, resolvi focar nos benefícios da minha decisão de ter um parto natural e dos meus sentimentos para com meu neném do que me meter na discussão e querer invalidar as opiniões dos outros ou elevar a minha. E claro, ao invés de falar pra mim mesma que eu sentiria dor, eu falei pra mim mesma que eu seria capaz de trabalhar com meu corpo no meio do desconforto. Pro meu irmão que sempre disse que "frio é psicológico" (e disso eu ainda duvido, haha!), posso dizer que dor é muito no psicológico, sim, ou ao menos uma questão de percepção.
  12. Oração: desde o primeiro momento da gravidez mantive uma oração no coração para que a gravidez e o parto corressem bem. Mais especificamente exercitei minha fé no Senhor ao fazer minha parte para me preparar física e mentalmente para o parto. Sabia que se fizesse a minha parte, por exemplo, para o bebê se posicionar direitinho, bastaria confiar no Senhor que o neném continuaria ali na hora do parto. Também pedia com frequência em minhas orações que eu tivesse a oportunidade de entrar em trabalho de parto, ao invés de ter de ser induzida ou cortada. E mais pro fim da gravidez, pedi encarecidamente ao Senhor que se possível a Bia viesse ao mundo ainda no mês de setembro ao invés de na primeira semana de outubro, a não ser que o tempo dela fosse pra ser em outubro mesmo. E não é que nasceu dia 30 de setembro? Sei que Deus responde nossas orações e atende nossos desejos sinceros. :)

O dia do parto. Ou: "Como perder 4kg em 2 horas" xD


Na torcida pra Bia vir, toda noite tínhamos um papo cabeça sobre o assunto, entre mãe e filha. Na noite anterior não foi diferente, mas até o Diogo criou um gritinho de guerra: "Vem, vem, Bia, vem!" hehe Pelo jeito deu certo.

Acordei pelas 7:15am com minha roupa de baixo levemente molhada. Havia sentido líquido vazando e não era xixi. Vazou apenas o suficiente pra eu achar que pudesse ter sido minha bolsa estourada. Liguei pra midwife e esta me recomendou ser checada na clínica ainda pela manhã só pra ter certeza do que era. Em seguida desse pequeno vazamento (que não vazou mais) comecei a sentir um pouquinho de cólica menstrual--ondas dela, na verdade, mas nada incômodo demais. 

Achando que a bolsa tinha realmente estourado, botamos a malinha já preparada no carro, peguei tripé de câmera, câmera fotográfica (pra depois nem usar), lanchinhos (na casa de parto é encorajado comer lanchinhos leves durante o parto pra mãe manter o nível de energia), etc. Chegando na casa de parto pedi pro Diogo bater uma última foto minha grávida (pressentimento).

Fui checada e estava com meros 2cm de dilatação e 30% de effacement do tecido da cervix. Foi-me certificado que minha bolsa ainda estava intacta (possivelmente o vazamento foi só de uma primeira camada fina da bolsa, mas não da bolsa em si) e que as cólicas faziam parte do pré-parto mas que eu não estava necessariamente em trabalho de parto ainda. 

Voltamos pra casa e mandei o Diogo pro trabalho.

Eu estava doida pra lavar minha louça e assar um bolo de cenoura, mas ao chegar em casa a cólica voltou em ondas mais fortes e decidi me deitar com bolsa quente pra amenizar a dor. Ao notar que as cólicas duravam uns 90 segundos e vinham a cada 5 minutos, notifiquei a midwife e esta me recomendou tomar uma ducha pra relaxar. Até aí ninguém (nem eu!) tinha se dado conta que eu já estava em trabalho de parto. Foi só eu levantar da cama que as cólicas pioraram e começaram a vir com mais intensidade e a cada 2 minutos, quase que uma bem em cima da outra. Mandei mensagem pro Diogo voltar pra casa. O negócio estava sério.

Enquanto isso lá estava eu, tentando discernir se as cólicas vinham com o útero contraindo (contrações) ou não. Até o Diogo chegar me pareceu uma eternidade porque o coitado estava em reunião. Nesse meio tempo a Sarah estava ainda de pijama do meu lado na cama assistindo Youtube Kids no ipad e meus sogros na sala, fazendo planos de feijoada (deliciosa, aliás) pro almoço e eu sem conseguir comunicar direito que eu estava já em trabalho de parto além de um mero comentário: "o negócio tá sério aqui".

Algo que me ajudou durante esse primeiro estágio do trabalho de parto (dilatação da cervix via contrações) foi o app que eu estava usando pra contar a frequência das contrações. Como eu mesma estava com o celular na mão marcando tudo, eu tinha a opção de em cada nova contração definir se esta era suave, moderada ou severa, em termos de intensidade. A maioria eu marcava moderada, mas nos momentos em que poderia considerar o que sentia como "severe" eu sabia que poderia sentir algo pior que aquilo, então pra me manter sob controle e não deixar as contrações tomarem conta da minha sanidade eu fiz questão de marcar todas como "moderate". Simples, mas me ajudou muito!

Pouco antes do Diogo chegar foi quando a Alessandra (sogrinha) já estava a par do meu sofrimento e tentava me ajudar com compressa de água fria e em tirar a Sarah do meu caminho enquanto eu ia de lá pra cá no quarto entre me escorar na cama, deitar na cama, balançar de um lado pro outro, sentar no vaso e de contração em contração (que a essas alturas já estavam vindo como uma só e eu "flutuando" de uma onda pra outra ao invés de "pegando jacaré" numa e esperando a outra onda chegar pra me engolir---tudo isso parte da visualização).

Existe um ponto do trabalho de parto, que é chamado de transição. É quando a mulher sente náusea, se sente mais confusa, fraca, irritadiça e sente que não aguenta mais e quer desistir. É quando ela precisa de mais apoio pois está na reta final mas nem sempre se dá conta disso. Quando atingi este ponto senti náusea e na hora me dei conta que poderia estar na transição, mas ao mesmo tempo estava confusa o suficiente pra duvidar se realmente queria empurrar ou não. Foi quando a Alessandra chegou e pôde me ajudar com a Sarah e pouco antes do Diogo chegar. Foi quando eu tive que "flutuar" por cima das ondas de contrações ao invés de ter tempo de me recuperar entre uma e outra onda de pressão e cólica. Foram os momentos mais intensos mas que assim que comecei a levar a sério essa vontade de empurrar a intensidade e impaciência passaram.

Certo momento falei com minha midwife, Hannah, no telefone (logo depois da ducha) e avisei que a dor estava piorando e estava começando a sentir o útero contraindo além da sensação de cólica menstrual. Entre outras coisas ela me comentou que como haveria clínica no birth center de Provo, que seria melhor se pudéssemos encontrar com ela no birth center de Lehi (a 25 min de distância versus 5 min o de Provo) para que tivéssemos mais privacidade e tranquilidade durante o resto do parto. 

Foi o Diogo chegar em casa que mandei ele ligar pra midwife e quando ela viu que era ele no telefone e me escutava gemer no fundo (gemer em tons graves da voz ajuda a relaxar os músculos perineais e consequentemente ajuda a cervix a dilatar--e no fim acaba sendo bem instintivo também), a midwife mandou perguntar se eu sentia vontade de empurrar. Minha resposta: "Talvez...um pouco...em breve...", pois afinal, eu já estava com vontade de sentar no vaso e fazer necessidades--praticamente a mesma coisa, não? ;)

A essas alturas concordamos em encontrar com a midwife no birth center de Provo mesmo. Botei meu roupão e corri pro carro de pé descalço mesmo. Diogo voou no volante pela faixa do meio pra ultrapassar dos carros e eu no assento ao lado nem conseguia sentar, pois isso me era desconfortável. Fiquei o trajeto todo sem cinto e me pendurando pra não ter de sentar.
birth stool

Chegamos às 12:17 PM no birth center. O carrinho azul da Hannah (midwife) embicou no estacionamento da casa de parto logo na nossa frente: chegamos juntos! Ela correndo pra preparar tudo, eu pedi pra ela encher a banheira (ainda tinha esperança de ter um parto na água) e foram ela e Diogo correndo pra preparar tudo pra chegada do neném (birth kit, panos, forros, etc) enquanto eu corri pro vaso sanitário pra empurrar. Rapidamente a Hannah preparou o birth stool também, um banquinho em formato de ferradura que imita um vaso sanitário, mas que é super comum para se dar à luz (melhor que no vaso, né?). Ela pediu pra eu sentar ali e foi ali que minha bolsa realmente estourou...com mecônio por tudo! 

Por causa do mecônio não é aconselhado que o bebê fique por tempo demais na barriga, por isso a Hannah me instruiu que eu podia empurrar apesar de normalmente se querer empurrar aos poucos pra não rasgar. Esse segundo estágio do parto (empurrar para expelir o bebê) foi muuuito rápido. Diogo que era para pegar a Bia quando ela nascesse mal mal teve tempo de pegar na sua cabeça enquanto eu coroava. Nesse momento senti a cabeça dela diiiiireitiiiinho passando pelo canal vaginal mas para minha surpresa ao invés de dor ou queimação, senti apenas um alívio em sentir o progresso do empurrão. Sabia que quanto mais empurrasse mais rápido ela sairia dali e as contrações acabariam. Incrível como é poder confiar nos instintos e no próprio corpo pra realizar algo tão simples mas que não é necessariamente fácil. Depois que saiu a cabeça, senti o corpinho entalar no canal e com mais um empurrão a Bia nasceu e meu corpo gritou aleluia! 

Eram 12:29 PM.
Primeiros momentos juntas: melecadinhas mas bem juntinhas! x)

Tive um pouco de sangramento pra mais por causa da minha posição ereta e de um corte que tive que pediu 3 pontos. Me deitaram no chão sobre um toalha e foi ali que realizaram os pontos e pude curtir a minha neném recém colhida do céu enquanto esperava pelo último estágio do parto (expulsão da placenta) acabar. Morri de rir quando depois de mais uns empurrões a Hannah pediu pra eu dar uma "tossidinha" pra sair o resto da placenta, haha!

Paro pra pensar que se tivéssemos ido a Lehi essa criança teria nascido no carro! Da próxima vez nem vou sair de casa! =X

Pensamentos finais sobre minha experiência


Paro para refletir sobre esta experiência e algumas coisas me vem à mente:

Minha primeira gravidez, com parto induzido desde o início, significou que nunca havia sentido uma contração natural. Não senti dor nenhuma praticamente com a peridural. Então, apesar de meu corpo ter parido, eu não sabia o que era participar ativamente do processo. Desta vez eu queria tomar as rédeas e conscientemente decidir e sentir. Não a dor, mas a experiência. 

Pra quem não sabia, antes dessa gravidez passei por um aborto bem no dia do meu aniversário de casamento, exatamente um ano atrás (FELIZ ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO, DIOGO! <3). Foi bem na época em que o neném estaria nascendo que passei a contemplar um parto natural, pois aí já estava grávida de novo. Correlacionados esses eventos ou não, gosto de pensar que se não fosse pela experiência de perda que tive eu não teria tanto interesse no sentimento de realmente participar desta gravidez e do momento do parto.

Olhando pra trás na minha experiência de parto em si, acho que mesmo se eu tivesse ficado com a ideia de ter outra peridural, acho que nem teria tido tempo de fazer efeito, dado que meu trabalho de parto foi tão rápido! Conclusão: sou grata por ter preparado meu corpo pro parto, independente dele ter sido natural ou induzido, com ou sem anestesia.

Faria de novo?


Tendo consciência que cada parto é diferente e que cada mulher é diferente, é impossível prever como será a experiência futura até a mesma acontecer. É injusto eu comparar minha história com a de qualquer outra mulher e vice-versa. Mas acho essencial que cada mulher, independente de experiência (de terror, de sucesso, dos sonhos ou não) aceite o passado e ame seu filho e seu corpo pós-parto. No fim das contas, não importa como a criança nasceu, como a mãe deu à luz. O que importa é que uma vida nova nasceu e isso é o que todas nós, mães, almejamos. Que o foco esteja na celebração da vida.

Sim, faria de novo. E como alguém que passou por indução e anestesia e depois por um parto natural, cada parto foi na medida certa pra mim naquele momento de minha vida. Com a Sarah curti cada momento da gravidez mas com a Bia isso nem sempre foi possível pois já tinha a Sarah para cuidar e amar, então momentos-a-sós-com-minha-barriga foram mais raros. Foi com a preparação para o parto e o parto em si que me senti mais próxima da minha segunda filha. Me sinto realizada pelas duas filhas que tenho e o modo como uma ou outra veio ao mundo não define meu amor por elas. 

Se pudesse dar um conselho pra minha amiga que está (ou planeja estar) grávida: 


Recomendaria que toda futura mamãe não apenas se prepare para a maternidade, mas para o momento culminante do nascimento de seu neném. Prepare seu corpo, quer você tenha cesárea, parto natural ou não, com anestesia ou não, pois seu corpo vai lhe agradecer na hora do parto e da recuperação. Se informe e faça a decisão que melhor refletir seu coração e não permita que ninguém te julgue erroneamente por isso. :)
 






quinta-feira, 19 de março de 2015

"Cruzes!" (Fomos num cruzeiro)

Em agosto do ano passado. Haha!

Acho até graça que pouca gente ficou sabendo, pois quando ninguém acaba compartilhando fotos nem nada a gente curte aos montes e se esquece de espalhar a notícia quando tudo acaba. Espero que ainda seja novidade quente pra alguns, ou que nossas experiências sirvam de referência na hora de decidir ir a um cruzeiro ou não. :)

Seguimos num Carnival Cruise com parada na Jamaica e depois nas Ilhas Caiman. 4 ou 5 dias, nem lembro mais. Fomos junto com a família do Diogo--Rodrigo, Alessandra, Nat, Diogo, eu e Sarah (1 ano e meio na época).

Meu primeiro cruzeiro, descobri que é o estilo de viagem PERFEITO pra famílias grandes, quer inclua idosos (não os meus sogrinhos!), adultos, festeiros, deprimidos, apaixonados, magros, gordos, dançarinos, atletas, emburrados, papais, mamães, gestantes, pré-adolescentes em crise de identidade, crianças melecadas de meleca, nenéns, e o que mais vier no pacote. Sabe por quê? Porque no navio cada um faz o que quer, ninguém tem que cozinhar (tem comida pra dedéu) e no fim acaba todo mundo se juntando nas atividades (ou se perdendo juntos no navio).



Já vou pedindo perdão pela qualidade das fotos--todas aqui de celular. Até levei minha câmera mas acabei usando pouco pois prefiri curtir sem peso nas costas e usar o celular mesmo, que é bem mais prático nessas horas. ;)

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MEDO DE ENJOAR?

Antes da viagem passei na farmácia Walgreens e comprei tudo o que dizia que era pra enjôo: dramin, chiclete de gengibre e até aquelas pulserinhas com aquela bolinha que põe pressão no pulso pra supostamente não passar mal em alto mar.

A Sarah ficou super bem, pois resolveu vomitar tudo quando ainda no avião (encima do Diogo, pro meu alívio e pra alegria dele). Morri de dó foi da roupinha branca que ela estava estreiando, bem estilo "vou a um navio". Felizmente o Oxiclean na volta da viagem salvou as peças. =D

Pra minha surpresa, na primeira noite passei MUITO mal. Não ajudava que nosso quarto era dos mais baratinhos--sem janela. Achei que fosse do movimento do navio, mas tipo...EU MAL SENTIA O NAVIO BALANÇANDO. De qualquer forma, enjoada ou não e como boa aventureira gastronômica que me considero ser, não deixei de experimentar o (delicioso!) ESCARGOT, cuja oportunidade de fazer o mesmo só seria dali a 30 anos quando finalmente visitar a França (são minhas expectativas =P). Devo dizer que valeu à pena! ;)


No dia seguinte melhorei e cheguei à conclusão que aquilo não era enjôo "naval", mas sim, do cansaço da nossa viagem cheia de conexões de madrugada para chegar no navio (que partiu de um porto na Flórida). #ufa
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DOMINGO NUM CRUZEIRO

Como tivemos um domingo em alto mar e piscina, cassino nem leilões pareciam boas atrações pra se passar o dia do Senhor, aproveitamos pra passar bastante tempo em família na biblioteca do navio numa reunião familiar aprendendo mais sobre o Plano de Salvação, trabalhando na edição do livro de receitas (que em muitos aspectos nos trouxe muitas memórias de histórias--e sabores--familiares) e tentando enxergar Cuba lááááááá no horizonte, no mar maravilhoso que nos rodeava.

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OCHO RIOS, JAMAICA



Na Jamaica paramos em Ocho Rios. Lá encontramos um motorista pra nos levar num passeio super legal ao Blue Hole, um paraíso no meio da selva jamaicana com direito a saltos na água, de cachoeiras, cipós e até mesmo a uma "passagem secreta" por dentro de uma cachoeira (assista o video!). Foi lá que também vi como os jamaicanos são super radicais--os nossos guias eram um com a natureza, pois conheciam o rio como a palma de suas mãos.

Pra quem for a Ocho Rios, super recomendo essa parada. No fim da tarde também tivemos parada ao Bamboo Blu Beach, que apesar de lindinha não comparava a outras praias brasileiras e não tinha muita coisa pra fazer. Ah! Outro ponto alto desse passeio foi chupar cana--me senti no Brasil (exceto que os carros todos de mão inglesa, hehe).







Uma dica acerca das lojinhas: certifique-se que não vai precisar sacar dinheiro pra pagar o motorista/guia mais tarde. O Diogo foi obrigado a comprar uma camiseta ($30) pra poder trocar dinheiro numa loja e ainda pagou $10 pelo serviço...os jamaicanos definitivamente sabem tirar vantagem dos turistas. hahaha Mas pra quem vai a camelôs brasileiros sabe bem do que me refiro =P

Mas mesmo com essa experiência meio negativa no final, o país do Bob Marley é lindo: verde, cheio de flamboyants e me fez lembrar muito do Brasil.




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ILHAS CAIMAN

Uma ilha colonizada por ingleses, também não me sentiria à vontade de dirigir lá com medo de virar à esquerda achando que é minha direita =P. Lá também chegamos sem termos comprado pacotes de turismo nenhum e encontramos uma guia turística brasileira que nos conseguiu um ótimo preço pra um passeio de barco até uma colônia de arraias e com um monte de corais.


A ilha em si é super lindinha e cheia de charme. Eu não me importaria de voltar lá, hehe xD

O passeio de barco foi de uma meia hora até chegar no destino no meio do oceano. O dia estava quente pra chuchu e a Sarah sofreu um pouquinho mais com o calor. Quando finalmente conseguiu dormir no barco chegamos no local, por isso com crianças pequenas recomendo revezamento de quem vai ficar com a criança no barco pra todo mundo poder aproveitar. Mais tarde conseguimos convencê-la de se refrescar na água, conhecer os peixinhos e ser lambida pelas arraias (que deram só um pouquinho de medo nela, hehe, ops!).













Basta dizer que a experiência foi magnífica e que agora só falta eu tirar da minha lista o item #1: nadar com golfinhos, pois com peixinhos e arraias já fiz! =D

O lindo também foi fazer snorkeling por cima e entre os corais. Tantas escolas de peixes e cores variadas, um verdadeiro ecossistema! Mais tarde fizemos uma parada no Seven Mile Beach (se não me engano) que não tinha onda nenhuma e estava uma delícia pra boiar!

Os dias passeando foram os melhores mas definitivamente os mais cansativos pra Sarah. O dia no porto começava às 9am e chegávamos no navio pelas 3:30PM, 4:00PM. Aproveitávamos pra comer só no navio mesmo (durante o dia à base de confeitos do navio ou lanchinhos vindo da mala). Logo após o almoço tarde, eu voltava pro quarto, dava um banho na Sarah e deixava ela tirar uma soneca até a hora do jantar.

O mais legal do navio foi o relacionamento entre os garçons que todas as noites cuidavam da nossa mesa e nos serviam. Como eram os mesmos pra cada mesa, nos chamavam por nome desde o primeiro dia, traziam um belisquete pra Sarah e no fim do jantar surpreendiam o restaurante todo cantando alguma música pra todos à bordo.

Foi no navio também que a Sarah teve sua primeira "noite do pijama" com a tia Nat no quarto dela e nessa mesma noite saímos Diogo e eu pra dançar e explorar a nightlife do navio.

Altamente recomendo um passeio assim pra toda e qualquer família. Não importa o destino, certeza vai ser uma experiência inesquecível, mesmo quando levamos um século pra repassar as fotos pro mundo. :)