quinta-feira, 19 de março de 2015

"Cruzes!" (Fomos num cruzeiro)

Em agosto do ano passado. Haha!

Acho até graça que pouca gente ficou sabendo, pois quando ninguém acaba compartilhando fotos nem nada a gente curte aos montes e se esquece de espalhar a notícia quando tudo acaba. Espero que ainda seja novidade quente pra alguns, ou que nossas experiências sirvam de referência na hora de decidir ir a um cruzeiro ou não. :)

Seguimos num Carnival Cruise com parada na Jamaica e depois nas Ilhas Caiman. 4 ou 5 dias, nem lembro mais. Fomos junto com a família do Diogo--Rodrigo, Alessandra, Nat, Diogo, eu e Sarah (1 ano e meio na época).

Meu primeiro cruzeiro, descobri que é o estilo de viagem PERFEITO pra famílias grandes, quer inclua idosos (não os meus sogrinhos!), adultos, festeiros, deprimidos, apaixonados, magros, gordos, dançarinos, atletas, emburrados, papais, mamães, gestantes, pré-adolescentes em crise de identidade, crianças melecadas de meleca, nenéns, e o que mais vier no pacote. Sabe por quê? Porque no navio cada um faz o que quer, ninguém tem que cozinhar (tem comida pra dedéu) e no fim acaba todo mundo se juntando nas atividades (ou se perdendo juntos no navio).



Já vou pedindo perdão pela qualidade das fotos--todas aqui de celular. Até levei minha câmera mas acabei usando pouco pois prefiri curtir sem peso nas costas e usar o celular mesmo, que é bem mais prático nessas horas. ;)

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MEDO DE ENJOAR?

Antes da viagem passei na farmácia Walgreens e comprei tudo o que dizia que era pra enjôo: dramin, chiclete de gengibre e até aquelas pulserinhas com aquela bolinha que põe pressão no pulso pra supostamente não passar mal em alto mar.

A Sarah ficou super bem, pois resolveu vomitar tudo quando ainda no avião (encima do Diogo, pro meu alívio e pra alegria dele). Morri de dó foi da roupinha branca que ela estava estreiando, bem estilo "vou a um navio". Felizmente o Oxiclean na volta da viagem salvou as peças. =D

Pra minha surpresa, na primeira noite passei MUITO mal. Não ajudava que nosso quarto era dos mais baratinhos--sem janela. Achei que fosse do movimento do navio, mas tipo...EU MAL SENTIA O NAVIO BALANÇANDO. De qualquer forma, enjoada ou não e como boa aventureira gastronômica que me considero ser, não deixei de experimentar o (delicioso!) ESCARGOT, cuja oportunidade de fazer o mesmo só seria dali a 30 anos quando finalmente visitar a França (são minhas expectativas =P). Devo dizer que valeu à pena! ;)


No dia seguinte melhorei e cheguei à conclusão que aquilo não era enjôo "naval", mas sim, do cansaço da nossa viagem cheia de conexões de madrugada para chegar no navio (que partiu de um porto na Flórida). #ufa
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DOMINGO NUM CRUZEIRO

Como tivemos um domingo em alto mar e piscina, cassino nem leilões pareciam boas atrações pra se passar o dia do Senhor, aproveitamos pra passar bastante tempo em família na biblioteca do navio numa reunião familiar aprendendo mais sobre o Plano de Salvação, trabalhando na edição do livro de receitas (que em muitos aspectos nos trouxe muitas memórias de histórias--e sabores--familiares) e tentando enxergar Cuba lááááááá no horizonte, no mar maravilhoso que nos rodeava.

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OCHO RIOS, JAMAICA



Na Jamaica paramos em Ocho Rios. Lá encontramos um motorista pra nos levar num passeio super legal ao Blue Hole, um paraíso no meio da selva jamaicana com direito a saltos na água, de cachoeiras, cipós e até mesmo a uma "passagem secreta" por dentro de uma cachoeira (assista o video!). Foi lá que também vi como os jamaicanos são super radicais--os nossos guias eram um com a natureza, pois conheciam o rio como a palma de suas mãos.

Pra quem for a Ocho Rios, super recomendo essa parada. No fim da tarde também tivemos parada ao Bamboo Blu Beach, que apesar de lindinha não comparava a outras praias brasileiras e não tinha muita coisa pra fazer. Ah! Outro ponto alto desse passeio foi chupar cana--me senti no Brasil (exceto que os carros todos de mão inglesa, hehe).







Uma dica acerca das lojinhas: certifique-se que não vai precisar sacar dinheiro pra pagar o motorista/guia mais tarde. O Diogo foi obrigado a comprar uma camiseta ($30) pra poder trocar dinheiro numa loja e ainda pagou $10 pelo serviço...os jamaicanos definitivamente sabem tirar vantagem dos turistas. hahaha Mas pra quem vai a camelôs brasileiros sabe bem do que me refiro =P

Mas mesmo com essa experiência meio negativa no final, o país do Bob Marley é lindo: verde, cheio de flamboyants e me fez lembrar muito do Brasil.




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ILHAS CAIMAN

Uma ilha colonizada por ingleses, também não me sentiria à vontade de dirigir lá com medo de virar à esquerda achando que é minha direita =P. Lá também chegamos sem termos comprado pacotes de turismo nenhum e encontramos uma guia turística brasileira que nos conseguiu um ótimo preço pra um passeio de barco até uma colônia de arraias e com um monte de corais.


A ilha em si é super lindinha e cheia de charme. Eu não me importaria de voltar lá, hehe xD

O passeio de barco foi de uma meia hora até chegar no destino no meio do oceano. O dia estava quente pra chuchu e a Sarah sofreu um pouquinho mais com o calor. Quando finalmente conseguiu dormir no barco chegamos no local, por isso com crianças pequenas recomendo revezamento de quem vai ficar com a criança no barco pra todo mundo poder aproveitar. Mais tarde conseguimos convencê-la de se refrescar na água, conhecer os peixinhos e ser lambida pelas arraias (que deram só um pouquinho de medo nela, hehe, ops!).













Basta dizer que a experiência foi magnífica e que agora só falta eu tirar da minha lista o item #1: nadar com golfinhos, pois com peixinhos e arraias já fiz! =D

O lindo também foi fazer snorkeling por cima e entre os corais. Tantas escolas de peixes e cores variadas, um verdadeiro ecossistema! Mais tarde fizemos uma parada no Seven Mile Beach (se não me engano) que não tinha onda nenhuma e estava uma delícia pra boiar!

Os dias passeando foram os melhores mas definitivamente os mais cansativos pra Sarah. O dia no porto começava às 9am e chegávamos no navio pelas 3:30PM, 4:00PM. Aproveitávamos pra comer só no navio mesmo (durante o dia à base de confeitos do navio ou lanchinhos vindo da mala). Logo após o almoço tarde, eu voltava pro quarto, dava um banho na Sarah e deixava ela tirar uma soneca até a hora do jantar.

O mais legal do navio foi o relacionamento entre os garçons que todas as noites cuidavam da nossa mesa e nos serviam. Como eram os mesmos pra cada mesa, nos chamavam por nome desde o primeiro dia, traziam um belisquete pra Sarah e no fim do jantar surpreendiam o restaurante todo cantando alguma música pra todos à bordo.

Foi no navio também que a Sarah teve sua primeira "noite do pijama" com a tia Nat no quarto dela e nessa mesma noite saímos Diogo e eu pra dançar e explorar a nightlife do navio.

Altamente recomendo um passeio assim pra toda e qualquer família. Não importa o destino, certeza vai ser uma experiência inesquecível, mesmo quando levamos um século pra repassar as fotos pro mundo. :)

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